Se a principal diferença entre motor diesel e gasolina é a ausência ou presença das velas, teoricamente seria necessária só a troca do cabeçote para se fazer uma conversão? 

Não. A ausência das velas de ignição é apenas uma das diferenças entre os motores a diesel e a gasolina.

No motor a diesel, o ciclo de combustão é outro, baseado na queima de combustível ocasionado pela pressão e não por ignição – por isso não é necessária a centelha produzida pelas velas. A taxa de compressão é bem mais elevada, gerando pressões no cilindro bem maiores.

Para suportá-las, as bielas, o virabrequim e o bloco são obrigatoriamente mais robustos. As temperaturas mais altas exigem também reservatórios de óleo maiores, além de os coletores de escape e admissão terem de ser adequados para o uso do turbo, que hoje é presença obrigatória nesse tipo de motor.

A dificuldade de reforçar um motor a gasolina que já nasceu frágil demais para uma tarefa a que não foi destinado inviabiliza quase totalmente a empreitada. No passado, a GM até tentou modificar seu famoso V8 350 small block (5,7 litros) para o diesel, mas os resultados foram tão desanimadores que ela desistiu e passou a comprar os motores originais da japonesa Isuzu.

Fonte: 4rodas

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